Joãozinho da Goméa e a Influência das Religiões de Matrizes Africanas no cenário carioca

Cristina da Conceição Silva, José Geraldo Rocha

Resumo


O artigo em questão busca evidenciar aspectos da religiosidade africana na cidade do Rio de Janeiro, trazendo à tona as contribuições de africanos e afrodescendentes para a manutenção da cultura religiosa de matrizes africanas. Ao desenvolvermos tal temática apresentamos aspectos em um período que compreende o final do século XIX até os meados do século XX. Neste contexto seguiremos com a temática, o deslocamento da religiosidade de Matrizes africanas do Rio de Janeiro até a cidade de Duque de Caxias, território escolhido pelo considerado maior babalorixá do Brasil,  Joãozinho da Goméa. Ao chegar da cidade de Salvador, com seus conhecimentos religiosos, Joãozinho da Goméa implanta nessa geografia da Baixada Fluminense uma prática  religiosa que ele denomina como Angola, tal prática foi motivo de críticas por parte de vários babalorixás conservadores, bem como o comportamento de João da Pedra Preta, alcunha também proferida ao babalorixá. Joãozinho da Goméa não se mostrou incomodado frente às críticas, e  deu prosseguimento no que acreditava e fez da nação Angola um prática respeitada em Duque de Caxias, tal consideração alcançou as geografia do  Centro  e a   Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. 


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