OS 25 ANOS DO DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA AIDS NA FOLHA DE S. PAULO

Ana Claudia condeixa de araujo

Resumo


Por meio deste trabalho buscamos refletir como a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS), considerada a maior epidemia do século XX, foi tratada pela Folha de S. Paulo no Dia Mundial da Luta Contra a AIDS, 1 de dezembro, entre os anos de 1988 a 2013, desde o primeiro ano em que a data foi “comemorada” no Brasil até 25 anos depois, quando a epidemia completou 30 anos. Sabemos que os jornais foram fonte segura de informação e, por muitas vezes, a única referência sobre o assunto para a população. Igualmente, os jornais funcionaram como interface para que o governo, os profissionais da saúde, os pesquisadores e os movimentos sociais pudessem fazer chegar notícias até os brasileiros.

Ao todo, foram xxx matérias, entre manchetes de primeira página, editoriais, matérias, artigos, reportagens e entrevistas relativas ao Dia Mundial da Luta Contra a AIDS, direta ou indiretamente. Do montante reunido, destacamos 11 capas, por acreditarmos que a primeira página de um jornal é a vitrine, a cara com que o veículo se apresenta aos leitores, ou seja, tudo que se julga ter valor de notícia está presente nas capas dos jornais. Além das capas, há mais seis matérias do interior dos jornais, mas relacionadas às chamadas de capa, dos anos de 1992, 1996 e 2001, quando coincidentemente ambos os veículos publicaram matérias sobre a temática. A cobertura priorizou o cenário nacional e o discurso científico, relacionando os dados nacionais com os internacionais, entretanto reservou pouco espaço em suas capas para tratar do tema, ainda que tenhamos escolhido uma data de culminância. A mídia, cuja divulgação das notícias da saúde é muitas vezes problemática, cumpriu seu papel de levar informação ao seu público leitor, mas deixou abertos flancos sujeitos à penetração das questões morais e ideológicas.

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