TRAÇOS E TRAÇADOS DA CIDADE BRANCA À BIG APPLE: UMA LEITURA DE SISTER CARRIE, DE THEODOR DREISER

Luciana Marino Nascimento, Saide Feitosa Silva

Resumo


Na obra em tela, Sister Carrie, publicada em 1900, Theodore Dreiser, escritor norte-americano desenha um quadro vívido e detalhado do modo de vida americano do final do século XIX, período em que a industrializazão estava a todo vapor e muitas pessoas advindas das zonas rurais migravam para as grandes cidades. Um dos precursores do naturalismo estadunidense, Dreiser descreve como a cidade se organizava naquela época, atentando para a economia, política e principalmente as ambições e os devaneios de uma sociedade consumista, bastante desumanizada, cujo um dos objetivos primordiais era viver os desejos carnais e, dessa forma, encontrar a tão sonhada felicidade. Através dos deslocamentos de Carrie e Hustwood, principais personagens da obra em questão, pelas cidades de Chicago e Nova Iorque, este artigo vai enfatizar uma América que entra no palco do capitalismo monopolista, o embate cruel e insano da luta pela sobrevivência nas metrópoles da época, em um espaço onde os mais fracos se tornam presas fáceis na mão dos mais fortes. Nas andanças das personagens pela cidade grande, iremos perceber uma sociedade desajustada, imoral e injusta, na qual as pessoas estão vulneráveis a um determinismo infalível e impiedoso, e as circunstâncias definem o caráter e as ações de indivíduos grotescos e inconsequentes. Este estudo foi desenvolvido por meio de uma pesquisa bibliográfica, qualitativa e descritiva analítica, no qual foram utilizados aportes teóricos fundamentadores desde trabalho, com destaque para os que tratam do Naturalismo, da cidade, do discurso e formação identitária, dentres os quais destacam-se: Walter Benjamin (1994); Angel Rama (1982); COY (2004); Barros (2012); Richard SENNET (2001); (BRESCIANI  (1985). 


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