QUESTÕES SOBRE SEXUALIDADE EM CADERNOS DO CÁRCERE, DE ANTONIO GRAMSCI: UMA REFLEXÃO ACERCA DA ESTÉTICA SEXUAL, MÉTODOS DE PRODUÇÃO E DE TRABALHO

Edimar Pereira da Silva, Ariovaldo Lopes Pereira

Resumo


Este presente artigo tem o objetivo de analisar os aspectos conceituais sobre a sexualidade a partir da obra Cadernos do Cárcere, (2001), de Antônio Gramsci. Cabe ressaltar que, tal discussão surge da concepção do trabalho como categoria universal e necessária a qualquer formação social, sendo este, pautado nas determinações do modo de produção capitalista. Neste ínterim, buscamos compreender em Gramsci, questões sobre a sexualidade, ao adentrarmos na temática da hegemonia cultural, e social em meio às mudanças do modo de produção e do método de trabalho, ou seja, o americanismo e o fordismo. Nesse sentido, são enfatizados aspectos gerais acerca das contradições e representações da sexualidade no após-guerra italiano, atualizando-os ao contexto da contemporaneidade. Para tanto, tomou-se como objeto de análise o caderno de número 22, sendo que, ao todo, contamos com 29 cadernos escritos por Antônio Gramsci entre 1929 e 1937, assim, partimos da compreensão de sexualidade a partir das contribuições teóricas de Foucault (2010; 2014) e Pereira (2014), e apontamentos de Bakhtin (2009); Bourdieu (1998) e Siqueira (2010), ao discorremos sobre aspectos culturais, e como a ideologia é manifestada por meio da linguagem.


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