POLÍTICAS DE SEGURANÇA: DAS CONCEPÇÕES INICIAIS À CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA AGENDA HUMANITÁRIA NO MEIO INTERNACIONAL

Jonathan Guedes da Silva Ricardo

Resumo


O presente artigo tem como propósito analisar as facetas que giram em torno da questão da segurança, seja do ponto de vista das unidades mais básicas, que se entendam como as pessoas de algum lugar, seja no âmbito do próprio Estado num contexto que conta com a existência de outros tantos e cujos interesses particulares são não apenas diversos como altamente indecifráveis tendo em vista o modelo de operação estratégico de cada um. Este trabalho se baseará tanto nas contribuições teóricas que nos ajudam a compreender melhor as problemáticas que circundam o fator da segurança como também será fruto da análise de dois cenários que serviram de base empírica: o Estado do Rio de Janeiro no ano de 2018, em pleno contexto da intervenção federal, e a cidade de Ameca, no Estado de Jalisco, no México, no recorte dos anos de 2016 a 2018. Ao estabelecer links entre as concepções de segurança com a análise desses cenários, nos será permitido compreender de maneira mais significativa os dilemas e o estado de coisas de uma forma geral. Finalmente, mostrar-se-á o caminho percorrido quando a agenda de segurança avançou, ao longo do tempo, de uma concepção mais tradicional, que colocava ênfase primordialmente nos interesses e capacidades do próprio Estado, para uma agenda que aqui se denominará de crítica ou humanitária (comumente chamada de nova agenda de segurança), em que os direitos humanos passam a ganhar maior destaque e as ações estatais passam a ser mais acompanhados de perto por parte de inúmeros organismos nacionais e internacionais.


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