O papel do Estado nas instâncias de governança regionais do Turismo

Natasha Bantim, Aguinaldo Fratucci, Fábia Trentin

Resumo


O objetivo deste artigo é discutir diferentes interpretações sobre as instâncias de governança regionais e sua aplicação em territórios turísticos regionalizados. Discute-se o papel do Estado nos colegiados e três visões iniciais sobre as instâncias de governança: a) Como instrumento oriundo da luta da sociedade civil por maior participação nas decisões públicas; b) Como instrumento neoliberal utilizado pelo terceiro setor para exercer funções antes de responsabilidade do Estado e, c) Como instrumento utilizado pelo Estado como uma nova roupagem para continuar mantendo o seu poder. Como exemplo empírico, apresenta-se o caso das instâncias do Circuito das Águas Paulista-SP e da Região Agulhas Negras-RJ. Em ambos os casos, percebe-se uma dependência das ações vindas do poder público, demonstrando que, dentre as três interpretações sobre as instâncias de governança apresentadas nesse artigo, a que mais se aproxima é que esses espaços representam um subterfúgio utilizado pelo Estado como uma nova forma para continuar exercendo o seu poder, ainda que se apresente como um modelo de participação da sociedade na tomada de decisões.


Palavras-chave


Circuito das Águas Paulista. Governança. Região das Agulhas Negras. Regionalização.

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DOI: https://doi.org/10.17648/raoit.v14n2.5734

Direitos autorais 2020 Natasha Bantim, Aguinaldo Fratucci, Fábia Trentin

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