MÉTODOS ALTERNATIVOS PARA AVALIAÇÃO DA CITOTOXICIDADE DE BIOMATERIAIS

Dayany Pereira Sehnem, Erika Thuanne G. de Souza, Leticia Benamor, Liliane de Sá de Jesus, Rodrigo de Menezes Valentim, Willian Fernando Zambuzzi, Esther R. Takamori

Resumo


 Como o aumento da expectativa de vida da população, observa-se um maior número de perdas ósseas significativas, que podem ocorrer em função de acidentes e/ou patologias como cistos ou tumores. Dependendo da extensão, da localização e das características da lesão, o organismo consegue regenerar o tecido ósseo. Entretanto, em defeitos ósseos extensos ou perenes, o organismo consegue apenas reparar o local com um tecido fibroso que não é compatível com a função do tecido ósseo.

Diante disso, muitos biomateriais alternativos e estratégias de tratamento tem sido desenvolvidos, no intuito de auxiliar a regeneração do tecido ósseo.

Biomateriais para reparo ósseo são compostos naturais ou sintéticos utilizados nas clínicas médicas e odontológicas, que auxiliam a reparação óssea e apresentam biocompatibilidade, previsibilidade, aplicação clínica sem riscos trans-operatórios e seqüelas pós-operatórias mínimas, além de aceitação por parte do paciente.

Independente do biomaterial desenvolvido, o primeiro nível de testes, dentro da avaliação de biocompatibilidade (International Standardization for Organization, ISO 10993-5, 2009) é a determinação da citotoxidade, através de testes in vitro. Em comparação com as investigações in vivo, os estudos in vitro são mais facilmente controlados, apresentam melhor reprodutibilidade e constituem uma proposta extremamente razoável. Além disso, os ensaios de citotoxicidade estão em consonância com os príncipios  dos 3Rs: redução, refinamento e substituição (reducement, refinement e replacement), preoconizados por Russel e Burch.


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