CIRURGIÕES DENTISTAS: O QUE MOTIVA SUA INSERÇÃO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMILIA

Davi Nascimento do Amaral, Leila Chevitarese, Maria de Fátima Nascimento do Amaral

Resumo


Esse projeto objetivou conhecer o que motivou os cirurgiões dentistas (CD) a optarem pelo trabalho na ESF; identificar se há no município de Duque de Caxias (DC) política de gestão do trabalho em saúde (PGTS) que garanta os requisitos básicos para a valorização do trabalhador da saúde (TS) e do seu trabalho (T) e identificar se os CD que atuam ESF receberam na graduação a formação para atuar na APS. É uma pesquisa exploratória com abordagem qualitativa, que teve seu início após autorização pelo CEP UNIGRANRIO. Os CD foram convidados a participar após lerem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e só os CD assinaram o Termo é que participavam do estudo. Foram entrevistados os CD que atuam em unidades de saúde da família do 1º Distrito no município de DC. Para coleta de dados foi utilizado um questionário de GASPAR; JESUS e CRUZ (2010) modificado, com 64 com questões fechadas. Os CD responderam ao questionário e entregaram ao acadêmico de Iniciação Científica que aguardou pelo preenchimento do mesmo na Unidade Básica de Saúde. Após a coleta dos dados eles foram submetidos à análise estatística a fim de responder aos objetivos do presente projeto. Os resultados mostraram que: 14 CD participaram. 71,4% responderam que não encontram apoio para o aperfeiçoamento profissional. 92,8% não têm liberação de carga horária para aperfeiçoamento profissional. 57,1% disseram que o município não financia cursos para aperfeiçoamento. 64,3% responderam que o município faz parceria com universidades para qualificação dos profissionais. 100% dos CD entrevistados responderam que o município não possui um plano de carreira, cargos e salários implantado. 43% e 7% dos entrevistados não receberam conhecimento algum ou tiveram pouco contato na graduação para atuar na APS, respectivamente. As conclusões foram: Os CD participantes optaram pelo trabalho na ESF por ser uma opção de trabalho seguro e estável financeiramente. Em DC não existe PGTS clara que garanta os requisitos básicos para a valorização do TS e do seu T. 50% dos CD entrevistados tiveram pouco ou nenhum preparo para atuar na APS, apontando necessidade de se repensar a formação desses profissionais nas universidades. 


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