ACESSO A SERVIÇOS ODONTOLÓGICOS E PERDA DENTÁRIA EM CRIANÇAS

Jardila Macedo da Silva, Elizandra Silva da Penha

Resumo


A perda dentária precoce pode acarretar modificações mastigatórias, prejuízo na digestão, sobrecarga estomacal e doenças gerais. A garantia de acesso aos serviços de saúde oral é imprescindível na busca de melhores condições de vida. Este é um estudo transversal, que objetivou analisar a relação entre o acesso a serviços odontológicos e a perda dentária em crianças no estado da Paraíba. A coleta de dados foi realizada diretamente dos prontuários de pacientes atendidos entre novembro de 2012 e dezembro de 2013 pela Disciplina de Clínica Infantil II do curso de Odontologia da UFCG (n= 45). Cada ficha foi avaliada por um único examinador que coletou informações sobre gênero, idade, número de elementos cariados, com extração indicada e restaurados, além de dados referentes à primeira consulta odontológica. Os índices ceo-d e CPO-D calculados para cada paciente de acordo com sua idade. As informações analisadas através de estatística descritiva no software Microsoft Office Excel®. O ceo-d médio encontrado foi de 6,38 e o CPO-D de 3,92. A primeira consulta odontológica aconteceu em média aos 5 anos de idade. A perda dentária já demostrou sua relação com o acesso limitado aos serviços de saúde preventivos e assistencialistas, mas no presente trabalho ela não apresentou associação com a consulta odontológica anterior. Sua ligação foi estabelecida com o acesso tardio aos serviços de saúde. Percebe-se que ampliação do acesso aos serviços de saúde bucal pode ser uma alternativa para diminuir as desigualdades existentes entre a população carente e os usuários de serviços particulares.


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