VASCULITE DROGA-INDUZIDA RELATO DE CASO

Thomaz Neto Antunes, Arnauld Kaufman

Resumo


As vasculites sistêmicas possuem diferentes etiologias e o seu desenvolvimento pode ser relacionado a causas idiopáticas não compreendidas, doenças autoimunes, doenças oncologias, infecções e contato com diversos agentes exógenos, incluindo fármacos de uso habitual na pratica médica. Drogas de classes e funções distintas são associadas ao desenvolvimento de vasculite e as drogas antitireoidianas estão entre elas. Este relato é sobre um caso de vasculite desencadeada por uso de propiltiouracil durante o tratamento da doença de Graves. O propiltiouracil é uma medicação frequentemente utilizada no tratamento do hipertireoidismo e sua associação com o desenvolvimento de vasculite tornou-se tema recorrente de estudos e pesquisas nas duas ultimas décadas. A vasculite induzida pelo propiltiouracil apresenta quadro clínico com manifestações predominantemente cutâneas, contudo casos severos podem apresentar envolvimento renal e pulmonar. Dados pesquisados mostram que o anticorpo anticitoplasma de neutrófilo (ANCA) é associado ao uso de propiltiouracil e costuma ser positivo neste tipo de vasculite, por isso o teste de ANCA pode auxiliar na investigação diagnostica. Definido o quadro de vasculite induzida por droga, a primeira medida realizada deve ser a suspensão imediata do uso da droga desencadeante. Após a retirada da droga, a necessidade de terapia com corticoides e citotóxicos deverá ser considerada.

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