CARTAS DE AMIGO: HISTORICIDADE E TRADIÇÃO NAS CORRESPONDÊNCIAS DE JOAQUIM NABUCO (1872-1909)

Stênio Bouças Alves Filho, Valéria Severina Gomes

Resumo


Os textos, assim como as línguas, estão sujeitos às variações e mudanças no decorrer do tempo. Para a realização deste artigo, vislumbramos analisar os traços de permanência em um dos subgêneros da carta pessoal, a carta de amigo. Investigamos a historicidade do texto e as tradições em 18 cartas de amigo: 13 cartas do século XIX e 5 cartas do século XX, escritas pelo pernambucano Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo. O aporte teórico adotado conta com o modelo da Tradição Discursiva, a partir dos estudos desenvolvidos por Coseriu (1980; 2007), Koch (1997), Kabatek (2004; 2006; 2012; 2015) e Longhin (2014). Em síntese, identificamos que, a partir da interação social à distância realizada por intermédio da carta de amigo, o missivista Joaquim Nabuco faz uso da composição temática, da organização estrutural e de construções linguísticas que foram socialmente convencionadas e aceitas na composição do subgênero carta de amigo.

Palavras-chave


Carta de amigo; Joaquim Nabuco; Tradição Discursiva

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