A Mestiçagem como Emblema de Alteridade em Quicksand de Nella Larsen

Heleno Álvares Bezerra Júnior, ,

Resumo


À luz da teorias pós-colonial e feminista, o texto retrata a condição de não pertencimento da personagem estado-unidense Helga Crane que, por ser mulata, filha de pai caribenho e mãe escandinava, viaja para a Dinamarca no início do século XX, após experiências racistas no próprio país de origem. Esperando ser bem aceita pelos familiares além mar, Helga se decepciona gradativamente com um discurso que, louvando-lhe a beleza exótica e selvagem, reduz a identidade cultural da protagonista a um estado de reificação. O texto aponta o retorno à Dinamarca como uma espécie de retorno a um elo perdido na infância, impossível de se reconstituir no presente, e a confirmação de que a personagem será sempre uma estrangeira tanto nos EUA quanto na Europa devido à cor da pele. In the light of feminist postcolonial theories, the essay approaches the American protagonist Helga Crane’s sense of unbelongingness wherever she goes. Fathered to a black Caribbean and mothered to a Scandinavian woman, the heroine travels to Denmark in the first half of the twentieth century after racist experiences in her own country. Though she hopes her relatives welcome her overseas, Helga grows horrified of a discourse which, claiming to pledge her exotic savage beauty, reduces her cultural identity to a reifying condition. The text presents her return to Denmark as an attempt to bring back a bound broken long before in her childhood, not supposed to be re-linked in the present. In addition, the text aims at showing that the character will always be an alien both in the United States and in Europe owing to her complexion.

Palavras-chave


ALTERIDADE, FEMINISMO, PÓS-COLONIALISMO (OTHERNESS, FEMINISM, POST-COLONIALISM)

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.