AO SOM DA VALSA E DAS TROVOADAS: UMA LEITURA DO CONTO “O PIANO TOCA ERNESTO NAZARETH”, DE JOÃO GIBERTO NOLL

Alex Sander Luiz Campos

Resumo


Presenças sonoras fundamentais no conto nolliano “O piano toca Ernesto Nazareth” são as da valsa executada ao piano e das trovoadas que prenunciam a tempestade. Considerando-se que a valsa é ritmo historicamente marcado pelo encontro do popular com o erudito e que as trovoadas - sons destoantes da cadência rítmica estabelecida pela valsa – relacionam-se metaforicamente ao diálogo constituído no corpo da narrativa, propõe-se a aplicação dos conceitos de “conflito de classes” (da sociologia) e “utopia” (da filosofia) ao referido conto com o intuito de perceber como, nele, as minorias revelam-se detentoras de um poder desestabilizador: o poder da ameaça crescente, suficiente para pôr em risco a continuidade do “ritmo” estabelecido pela classe dominante. 

Palavras-chave: João Gilberto Noll, valsa, utopia.


Palavras-chave


João Gilberto Noll; valsa; utopia.

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