POPULAÇÕES CELULARES DO MÚSCULO ESQUELÉTICO DE CAMUNDONGOS MDX/MDX

Aline Araujo da Silva, Cristiane Bani Corrêa, Andréa Henriques Pons, Sergian Vianna Cardozo

Resumo


O camundongo mdx/mdx é o modelo animal da distrofia muscular do tipo Duchenne (DMD) que é uma miopatia inflamatória recessiva ligada ao cromossomo X, que tem como sua principal característica a degeneração progressiva das fibras musculares esqueléticas. Diferente dos humanos, no camundongo mdx/mdx, esta miopatia não é fatal, porém apresentam alterações histológicas características da doença: mionecrose, regeneração e fibrose. Este estudo tem como objetivo analisar a possível participação de componentes celulares e fatores presentes no microambiente muscular esquelético na fisiopatologia da lesão desses camundongos com a DMD. Os músculos esqueléticos: gastrocnêmio, solear e diafragma foram coletados nas fases de mionecrose (6 semanas) e regeneração (12 semanas)  e  foram dissociados em colagenase tipo IA para citometria de fluxo ou embebidos em OCT para análise histológica e morte celular ou processados para microscopia eletrônica. Através da análise histológica por coloração de hematoxilina e eosina observamos a presença de células inflamatórias, morte de fibra e células em regeneração nos diferentes músculos esqueléticos. Através da microscopia eletrônica observamos degradação de miofibrilas e vesículas que sugerem morte por autofagia. Não observamos morte de fibras musculares por apoptose através da técnica de TUNEL, contudo observamos um padrão de morte autofagica pela marcação com anticorpo LC3. A análise do perfil fenotípico das células inflamatórias por citometria de fluxo mostrou um grupo celular de perfil CD3+/CD117+ com um percentual superior a 40% em todos os músculos e idades estudadas, e um grupo de células progenitoras hematopoiéticas Sca-1+/CD117+/CD3-/Mac-1-/CD19-/B220- presentes principalmente nos músculos solear e diafragma.  Com base nesses dados podemos concluir que uma melhor compreensão das diferenças de microambiente entre os músculos será inestimável na tentativa de se estabelecer uma terapia capaz de reverter o processo patológico na DMD.

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