A condição do trabalhador frente à pandemia da COVID-19: considerações em torno do informalismo, terceirização e uberização

Caroline Delfino dos Santos, Maria Aparecida dos Santos Siqueira, Jurema Rosa Lopes Soares

Resumo


Considerando o crescente número de vítimas contaminadas pela COVID-19 no Brasil, bem como demais impactos no âmbito social, objetivamos, por meio do presente estudo, discutir a condição do trabalhador frente ao contexto de fragilidade que vem se instaurando nas relações trabalhistas. Pontuamos sobre informalismo e processo de terceirização do trabalho, tendo como base o termo uberização que vem sendo aplicado mundialmente para se referir ao contrato de prestação de serviços que impõe fragilidades e insegurança à condição do trabalhador. O neologismo é empregado para descrever a ausência de vínculo entre prestador de serviço e contratante. Assim, ao analisarmos a condição desse trabalhador e o quadro de instabilidade presente nas relações, apontamos a seguinte questão que norteia a discussão: em que medida a pandemia provocada pela COVID-19 intensifica ou não o problema de desemprego e informalismo que assola o país. Para a construção do corpo teórico, utilizamos como referencial contribuições de Santos (2020) e Fontes (2017). Empregamos a pesquisa bibliográfica enquanto metodologia, com estudos oriundos do campo das ciências sociais. Por fim, consideramos que a pandemia revelou forte impacto sobre a classe trabalhadora resultando em uma significativo número de pessoas desempregadas ou com redução de renda. Contudo, identificamos que alguns segmentos empresariais, sobretudo aqueles fortemente vinculados ao setor tecnológico, apresentaram maior lucratividade em decorrência da COVID-19.


Palavras-chave


COVID-19; Relações de Trabalho; Uberização do trabalho.

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