A visão utópica de Antônio Conselheiro nas obras de Mario Vargas Llosa e

Jaime Adrián Prieto Valladares

Resumo


Não poucas pessoas no sertão brasileiro viram uma serpente enroscada perto de uma pedra e procuraram matá-la por temor de ser picados ou para comer sua carne. E, com grande surpresa descobriram que, o  que eles pensaram que era uma serpente, não era mais que sua antiga casca. A partir dessa parábola da mudança da casca da serpente, um réptil muito  comum no sertão nordestino, o escritor goiano José J. Veiga pretende apresentar na sua novela A casca da serpente um rosto diferente de Antonio Conselheiro. Se Euclides da Cunha em sua obra Os Sertões e o escritor peruano Mario Vargas Llosa em sua novela A guerra do fim do mundo  apresentaram o rosto de um messias cuja missão está caracterizada por um fanatismo apocalíptico; José J. Veiga, em sua novela ''A casca da serpente'' retoma a historia de Canudos e  a retifica apresentando Antonio Conselheiro com um novo rosto do messias ressuscitado, quem leva adiante sua missão de criar uma comunidade de justiça e paz, tal como descrevera  o profeta Isaías. Porém, este ensaio procura discernir criticamente as visões utópicas do Antônio Conselheiro subjacentes nas novelas de metaficção historiográfica de Mario Vargas Llosa e |José Jacinto Veiga

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