AUTONOMIA DISCENTE: RELATO DE INCLUSÃO DE UMA ALUNA CEGA EM AULAS DE QUÍMICA DO NÍVEL MÉDIO

Renata Pessanha Gomes Paes, Angela Sanches Rocha, Priscila Tamiasso-Martinhon, Célia Sousa

Resumo


Os estudos relacionados ao ensino de química, direcionados a alunos com deficiência visual, têm crescido no Brasil graças às políticas de ação afirmativa, tendo-se várias propostas ligadas às disciplinas ministradas para turmas regulares do Ensino Médio. O ensino de química continua sendo tradicionalmente fundamentado pela visão, o que pode representar um problema quando se trabalha com alunos deficientes visuais, devido à elevada abstração que a mesma apresenta na maioria de seus conceitos. Visando a contribuir para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, tanto de alunos videntes, quanto daqueles que possuam alguma deficiência visual, são apresentadas propostas de atividades experimentais que favorecem o ensino de química numa sala de aula regular. O experimento não só foi desenvolvido com, mas também foi validado por uma aluna deficiente visual. Para isso foram testados e adaptados diferentes materiais até se chegar a seleção aqui apresentada. Verificou-se que a aula experimental permitiu o estímulo de outros sentidos, como os do tato e da audição, não só para a aluna não vidente, mas também para os discentes videntes. As observações da docente responsável pela turma, e da discente que contribuiu para o desenho metodológico do mesmo, sugerem que esse tipo de mediação proporcionou a valorização das diferenças, contribuindo assim para a inclusão efetiva dessa aluna não vidente nas aulas de química no Ensino Médio regular.


Palavras-chave


Autonomia discente. Inclusão. Deficiente visual. Química.

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ISSN: 2238-2380

 

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