"O Terrorista de Berkeley, California" e a cartografia identitária de Angola

Robson Lacerda Dutra

Resumo


Em O Terrorista de Berkeley, Califórnia, Pepetela torna a vivenciar a experiência de escrever para si mesmo, sem qualquer propósito editorial, tal qual no período em que, como guerrilheiro do MPLA, escrevia como forma de compreender a guerra.

A nova experiência aconteceu em 2003, quando foi professor na Universidade de Berkeley e em 2005, quando realizou palestras nessa mesma instituição e já não tinha interesses turísticos para preencher o tempo livre.

Similarmente, este romance representa uma nova faceta de sua obra, posto que é a primeira narrative que se passa fora de Angola, seu país natal. Os ecos da África surgem apenas em expressões em quimbundo incorporadas ao português de Angola e em outros pequenos detalhes.

Seu foco é o terrorismo e os novos significados desta palavra, que deixou de descrever os que lutaram contra o colonialismo para representar um jovem estudante de Berkeley, expert em Matemática, que decide preencher o tempo vago escrevendo e-mails fictícios em que se opõe ao que também considera injustiça.

Desse modo, “histórias locais” descrevem “projetos globais” que, associados à ironia e à paródia, tão características a Pepetela, interrogam a história, expondo uma Angola contemporânea, assim como a África, o Brasil e o resto do mundo.

 

Palavras-chave: local, global, história, ficção, pós-colonialismo.


Palavras-chave


local, global, história, ficção, pós-colonialismo.

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