Video meliora, proboque: sequor deteriora

Amós Coêlho da Silva

Resumo


Este artigo apresenta uma reflexão sobre as afinidades entre “id”, energias primitivas, “superego”, um sistema de interdições, e “ego”, um meio termo entre o desejo e as exigências das relações sociais. Assim, leremos o simbolismo de Fedra, filha de Pasífae e Minos, a segunda união de Teseu, como alegoria das nossas fantasias sexuais. Os mitos significam uma função da psique e uma analogia da vida psíquica dos homens. Como Hipólito, filho do herói Teseu e de uma união anterior, só se dedicasse a Ártemis, símbolo de castidade ou da abstenção sexual, irritou a bela Afrodite, que fez Fedra, sua madrasta e nova esposa de seu pai, se apaixonar por ele. Em revanche, Fedra escreveu para Teseu uma carta em que declarou que Hipólito a estuprou. Ela simulou o estupro. Indicou a porta arrombada de seu quarto e suas vestes rasgadas; desse modo, quando Teseu chegou de viagem, tomou conhecimento de tudo. Teseu, desesperado de raiva, mas não querendo matá-lo, o expulsou de casa e pediu a Posídon que presidisse sua vingança. Como a carruagem de Hipólito corresse à beira-mar e um monstro surgisse das águas, assustou os cavalos que o derrubaram e, na queda, com os pés presos em correias foi arrastado contra os rochedos. Tomada pelo remorso, Fedra se enforcou.

Palavras-chave


mito; poesia trágica; psicanálise.

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