NARRATIVAS E EXPERIÊNCIAS:
SUBJETIVIDADES NA EDUCAÇÃO E NA LITERATURA BRASILEIRA
Resumo
Este artigo investiga como o apagamento das vozes femininas na história literária brasileira impacta a constituição das subjetividades escolares na contemporaneidade. A partir das contribuições teóricas de Pierre Bourdieu, Simone de Beauvoir, Antonio Candido, Alcmeno Bastos, Joan Scott e Michel Foucault, discute-se o silenciamento simbólico de autoras como Maria Firmina dos Reis, Nísia Floresta e Narcisa Amália. A pesquisa evidencia que o campo educacional permanece preso a uma tradição patriarcal que compromete a diversidade epistêmica. Propõe-se, assim, uma pedagogia da escuta e da memória como caminho para a construção de subjetividades mais críticas e plurais.
Referências
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