ECOS DA RETÓRICA MUSICAL BARROCA NA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA: DO DISCURSO VERBAL À ESCUTA ANALÍTICA

Autores/as

  • Mário Sève PPGM UNIRIO

Palabras clave:

Retórica musical, Música Popular Brasileira, análise musical, tópicas musicais, semiótica da canção.

Resumen

Este artigo investiga a possibilidade de aplicação de categorias e dispositivos da retórica musical barroca na análise da música popular brasileira. Para isso, parte-se do contexto histórico da retórica enquanto sistema de construção discursiva, articulando-o à chamada “música poética” e aos tratados musicais dos séculos XVII e XVIII. As pesquisas de Bartel, Buelow, Cano e Harnoncourt fundamentam o resgate dos procedimentos expressivos e composicionais da época, posteriormente vinculados à teoria das tópicas de Ratner. A partir desses referenciais, traçam-se aproximações com estruturas formais, harmônicas e fraseológicas do choro, do samba e da MPB. São também exploradas as contribuições de estudiosos contemporâneos, como Philip Tagg e Luiz Tatit, que associam a produção musical à linguagem e à semiótica, evidenciando os vínculos entre discurso verbal e musical. O artigo propõe, assim, uma escuta crítica orientada por analogias retóricas, recuperando camadas de sentido presentes tanto na tradição erudita quanto na música popular.

Biografía del autor/a

Mário Sève, PPGM UNIRIO

Mário Sève é Pós-doutorando na UNIRIO (bolsista FAPERJ Nota 10), Doutor e Mestre em Música – UNIRIO, Licenciado em Música – UNIRIO. Flautista, saxofonista e compositor. Integrante do grupo de Paulinho da Viola e dos quintetos Nó em Pingo D'água e Aquarela Carioca. Autor dos livros “Vocabulário do Choro” e “Fraseado do Choro”. Co-autor dos livros “Songbook Choro” (Vols. 1, 2 e 3) e “Choro Duetos: Pixinguinha & Benedito Lacerda” (Vols. 1 e 2). Lançou 7 CDs solo e um DVD. https://orcid.org/0000-0002-7670-0981

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Publicado

2025-11-03

Cómo citar

Sève, M. (2025). ECOS DA RETÓRICA MUSICAL BARROCA NA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA: DO DISCURSO VERBAL À ESCUTA ANALÍTICA. Revista Magistro, 1(31), 22–48. Recuperado a partir de https://publicacoes.unigranrio.edu.br/magistro/article/view/9381