GRUPO FOCAL PRESENCIAL E VIRTUAL: ABORDANDO QUESTÕES CONEXAS E DISRUPTIVAS
Palavras-chave:
Grupo focal presencial. Grupo focal virtual. Técnica de Pesquisa.Resumo
A pandemia da COVID-19, compeliu a um maior uso remoto de situações cotidianas que antes eram destinadas ao contexto presencial, como reuniões, eventos, dentre outros, e neste caso, também o grupo focal. Sob esse cenário exposto, este artigo se propôs a dialogar através das questões conexas e disruptivas existentes entre o grupo focal presencial e o grupo focal virtual. Para se obter os resultados propostos, se dispôs de pesquisa documental e bibliográfica para o levantamento, coleta e análise dos dados de forma qualitativa. Como resultado levantamos aspectos fundamentais conexos que permeiam o grupo focal presencial e virtual, e dentre eles destacamos: tamanho do grupo (item 1); duração (item 3); recrutamento dos entrevistados (item 7); conteúdo (item 9); transcrição (item 12); comunicação dos observadores com o moderador (item 13). E também perspectivas disruptivas entre estes dois modelos de grupos focais como: composição do grupo (item 2); ambiente físico (item 4); identidade do entrevistado (item 5); atenção do entrevistado (item 6); dinâmica de grupo (item 8); comunicação não verbal (item 10); uso de estímulos físicos (item 11); habilidades exclusivas do moderador (item 14); tempo de execução (item 15); custos de viagem do cliente (item 16); envolvimento do cliente (item 17); e, custos básicos da discussão em grupo (item 18). Conclui-se que, consideramos que por meio desses diálogos, se possibilitará uma melhor observação sobre a escolha de qual dos tipos de grupo focal o pesquisador realizará, de acordo com o seu olhar sobre as questões conexas e disruptivas entre os dois modelos.
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