GRUPO FOCAL PRESENCIAL E VIRTUAL: ABORDANDO QUESTÕES CONEXAS E DISRUPTIVAS

Autores

Palavras-chave:

Grupo focal presencial. Grupo focal virtual. Técnica de Pesquisa.

Resumo

A pandemia da COVID-19, compeliu a um maior uso remoto de situações cotidianas que antes eram destinadas ao contexto presencial, como reuniões, eventos, dentre outros, e neste caso, também o grupo focal. Sob esse cenário exposto, este artigo se propôs a dialogar através das questões conexas e disruptivas existentes entre o grupo focal presencial e o grupo focal virtual. Para se obter os resultados propostos, se dispôs de pesquisa documental e bibliográfica para o levantamento, coleta e análise dos dados de forma qualitativa. Como resultado levantamos aspectos fundamentais conexos que permeiam o grupo focal presencial e virtual, e dentre eles destacamos: tamanho do grupo (item 1); duração (item 3); recrutamento dos entrevistados (item 7); conteúdo (item 9); transcrição (item 12); comunicação dos observadores com o moderador (item 13). E também perspectivas disruptivas entre estes dois modelos de grupos focais como: composição do grupo (item 2); ambiente físico (item 4); identidade do entrevistado (item 5); atenção do entrevistado (item 6); dinâmica de grupo (item 8); comunicação não verbal (item 10); uso de estímulos físicos (item 11); habilidades exclusivas do moderador (item 14); tempo de execução (item 15); custos de viagem do cliente (item 16); envolvimento do cliente (item 17); e, custos básicos da discussão em grupo (item 18). Conclui-se que, consideramos que por meio desses diálogos, se possibilitará uma melhor observação sobre a escolha de qual dos tipos de grupo focal o pesquisador realizará, de acordo com o seu olhar sobre as questões conexas e disruptivas entre os dois modelos.

Biografia do Autor

JOÃO FERREIRA SOBRINHO JUNIOR, Universidade Federal de Goiás

Possui graduação em Sistemas de Informação pela Universidade Federal do Acre (2009), graduação em Pedagogia Licenciatura Plena pela Universidade Federal do Acre (2005), além de especialização em Planejamento e Gestão Escolar (2007), como também, mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco (2011) e cursa atualmente Doutorado na Universidade Federal de Goiás. É servidor público no cargo de Técnico em Assuntos Educacionais da Universidade Federal de Goiás.Tem experiência no ensino mediado por tecnologia.

Nyuara Araújo da Silva Mesquita, Universidade Federal de Goiás

Licenciada, mestre e doutora em Química pela Universidade Federal de Goiás. Professora associada da área de Ensino de Química na Universidade Federal de Goiás, orientando no mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Química do Instituto de Química-UFG e no Programa de Mestrado em Educação em Ciências e Matemática da UFG, foi coordenadora de área do PIBID/Química UFG campus Goiânia, coordena o LEQUAL- Laboratório de Educação Química e Atividades Lúdicas. É pesquisadora do NUPEC-Núcleo de Pesquisa em Ensino de Ciências da UFG. Vice-diretora da Divisão de Ensino da Sociedade Brasileira de Química nas gestões 2016-2018 e 2018-2020. Tem experiência na área de Química, com ênfase em Ensino de Química, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores de Química e Ciências, Educação Ambiental, políticas públicas e ensino de química, jogos e atividades lúdicas voltadas para o ensino de ciências e mídias no ensino de ciências.

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Publicado

2026-02-20

Como Citar

SOBRINHO JUNIOR, J. F., & Mesquita, N. A. da S. (2026). GRUPO FOCAL PRESENCIAL E VIRTUAL: ABORDANDO QUESTÕES CONEXAS E DISRUPTIVAS. Revista De Educação, Ciências E Matemática, 15(1). Recuperado de https://publicacoes.unigranrio.edu.br/recm/article/view/7233